quarta-feira, 13 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
CINEMA CONDES - O TEATRO QUE VIROU SALA DE CINEMA
Nos tempos em que o Cinema era visto em salas de Cinema e não em Centros Comerciais, a rota da Av. da Liberdade que incluía o S. Jorge, o Tivoli, o Éden e o Condes, com um ligeiro desvio ao Politeama e ao Odeon, sem esquecer o Coliseu dos Recreios, era destino obrigatório, pelo menos ao fim-de-semana, para todos aqueles que gostavam de assistir a uma boa sessão cinematográfica.
É óbvio que nos estamos a referir aos lisboetas, dado que a realidade noutros pontos do País irá ser motivo da nossa visita, assim como as salas acima não referenciadas em Lisboa tais como o Monumental, Império, Roma e Alvalade, as quais, graças à sua importância terão que constar neste nosso roteiro pelas salas de Cinema emblemáticas de Portugal e a sua contribuição para o desfrute dos mais belos filmes produzidos em Portugal e no resto do Mundo.
Condes.....As Origens...Os Percursos
O espaço onde existiu durante décadas a sala de Cinema Condes, sito na Praça dos Restauradores e esquina com a Rua dos Condes, em Lisboa, teve como primeira ocupação uma sala de teatro com o nome “Teatro da Rua dos Condes”, nuns terrenos pertencentes, à época, aos Condes de Ericeira, sendo o Arq. Petronio Manzoni(italiano) o responsável pelo projecto.
Face ao seu elevado estado de degradação foi demolido e no mesmo espaço, com dinheiro do comerciante Francisco de Almeida Grandela, o mesmo dos Armazéns do Grandela, em Lisboa, sob o projecto de Dias da Silva e construção a cargo de João Calar, nasceu um novo local de representação de arte cénica, o rebaptizado “Teatro Condes”, cuja inauguração se deu a 23 de Dezembro de 1888 com dois espectáculos, respectivamente “Ontem e Hoje” e a opereta “As Duas Rainhas”, os quais foram antecedidos por um monólogo cuja recita coube ao actor Taborda, tendo sido mais tarde submetido a obras de manutenção e restauro (1898), com o qual ganhou a designação de Teatro Nacional, a par do S. Carlos, disponibilizando para o efeito 920 lugares sentados, os quais foram distribuídos por quatro níveis, respectivamente, plateia, 1º Balcão, 2º Balcão e galeria (galinheiro conforme a interpretação).
No seu palco actuaram companhias estrangeiras e nacionais de nomeada, assim como excelentes elencos de Ópera e Opereta italiana e grandes figuras da cena francesa.
O Teatro Que Virou Sala de Cinema
O espaço que manteve uma actividade teatral regular viu a sua adaptação a sala de Cinema em 1915, devendo-se tal facto aos resultados financeiros negativos entretanto verificados com a actividade até aí levada a efeito, tendo pegado na ideia os donos do então Cinema Olympia, respectivamente Leopoldo O´Donell e Júlio Petra Viana, a que se juntou Carlos Sodré (Companhia dos Tabacos). Contudo, os resultados não foram famosos pelo que entrou em cena, no ano seguinte, a famíliaCastelo Lopes, tendo nessa data adquirido a designação de Cinema Condes (4 de Fevereiro 1916), a qual se manteve até o espaço passar a designar-se por “Hard Rock Café Lisboa”.
Foi durante muitos anos o local de estreia de grandes filmes, estrangeiros e nacionais, destacando-se “O Suicida da Boca do Inferno” (9 de Maio de 1923) deErnesto Albuquerque, o “Sol e Toiros”, do espanhol José Buchs, projectado pela primeira vez a 29 de Julho de 1949, sendo o consagrado toureiro Manuel de Oliveira o protagonista, com pequenas participações de Amália Rodrigues e Fernanda Baptista, respectivamente com um fado cada.
Ainda, como recordação de uma sala heróica, relembremos a estreia, a 8 de Outubro de 1926, da comédia “O Bicho da Serra de Sintra”, realizado por Artur Costa de Macedo e João de Sousa Fonseca, o qual se baseava em estórias sacadas dos jornais, do tipo sensacionalista envoltas em mistérios.
O Condes foi a sala escolhida para a 16 de Maio de 1947 estrear um dos filmes portugueses de maior sucesso de todos os tempos, com mais do que 200 milespectadores, ou seja, “Capas Negras”, de Armando de Miranda, o qual esteve em exibição 22 semanas a que se seguiu o tradicional périplo nacional continental, ilhas e ultramar.
Como figuras de cartaz a grande estreia de Amália Rodrigues, o carismático cantor Alberto Ribeiro e ainda Artur Agostinho e Vasco Morgado (pai).
Condes.....Casa Nova
Entretanto, no início da década de 50 o edifício original foi demolido, tendo sido construído no mesmo local a actual estrutura (1951), correspondendo, então, a uma maior exigência a que os novos filmes obrigava, como aconteceu numa primeira fase com o chamado Cinema Panorâmico (sistema Cinemascope) a que se seguiu o inevitável Cinema Estereofónico, dando-se ao espectador melhores condições de conforto como aconteceu com a instalação de cadeiras mais adequadas ao acto de visionamento, ou seja, de poltronas.
Dava-se, ali, a magia do ecrã, tantas vezes referidas por António-Pedro Vasconcelosnas suas crónicas de Cinema, a qual consistia numa sucessão de acções a anteceder a projecção, ou seja, o ding-dong do costume a chamar à sala os espectadores, o apagar suave das luzes da sala a convidar ao silêncio a que se seguia o abrir das cortinas que ocultavam o ecrã branco, e, finalmente, a projecção das mágicas imagens em movimento para deslumbramento de todos aqueles que se disponibilizavam para assistir a um espectáculo cheio de arte e emoções.
Acontece que, contrariamente à grande maioria das salas de Cinema do País, as cortinas do Cinema Condes não abriam de par-em-par, na horizontal, partindo do centro, mas sim na vertical, de baixo para cima, cujos folhos dourados davam aquele toque de requinte numa época, 1952, em que a ida ao Cinema era, também, um importante acto social, ou seja, 
CINEMA CONDES - O TEATRO QUE VIROU SALA DE CINEMA
Nos tempos em que o Cinema era visto em salas de Cinema e não em Centros Comerciais, a rota da Av. da Liberdade que incluía o S. Jorge, o Tivoli, o Éden e o Condes, com um ligeiro desvio ao Politeama e ao Odeon, sem esquecer o Coliseu dos Recreios, era destino obrigatório, pelo menos ao fim-de-semana, para todos aqueles que gostavam de assistir a uma boa sessão cinematográfica.
É óbvio que nos estamos a referir aos lisboetas, dado que a realidade noutros pontos do País irá ser motivo da nossa visita, assim como as salas acima não referenciadas em Lisboa tais como o Monumental, Império, Roma e Alvalade, as quais, graças à sua importância terão que constar neste nosso roteiro pelas salas de Cinema emblemáticas de Portugal e a sua contribuição para o desfrute dos mais belos filmes produzidos em Portugal e no resto do Mundo.
Condes.....As Origens...Os Percursos
O espaço onde existiu durante décadas a sala de Cinema Condes, sito na Praça dos Restauradores e esquina com a Rua dos Condes, em Lisboa, teve como primeira ocupação uma sala de teatro com o nome “Teatro da Rua dos Condes”, nuns terrenos pertencentes, à época, aos Condes de Ericeira, sendo o Arq. Petronio Manzoni(italiano) o responsável pelo projecto.
Face ao seu elevado estado de degradação foi demolido e no mesmo espaço, com dinheiro do comerciante Francisco de Almeida Grandela, o mesmo dos Armazéns do Grandela, em Lisboa, sob o projecto de Dias da Silva e construção a cargo de João Calar, nasceu um novo local de representação de arte cénica, o rebaptizado “Teatro Condes”, cuja inauguração se deu a 23 de Dezembro de 1888 com dois espectáculos, respectivamente “Ontem e Hoje” e a opereta “As Duas Rainhas”, os quais foram antecedidos por um monólogo cuja recita coube ao actor Taborda, tendo sido mais tarde submetido a obras de manutenção e restauro (1898), com o qual ganhou a designação de Teatro Nacional, a par do S. Carlos, disponibilizando para o efeito 920 lugares sentados, os quais foram distribuídos por quatro níveis, respectivamente, plateia, 1º Balcão, 2º Balcão e galeria (galinheiro conforme a interpretação).
No seu palco actuaram companhias estrangeiras e nacionais de nomeada, assim como excelentes elencos de Ópera e Opereta italiana e grandes figuras da cena francesa.
O Teatro Que Virou Sala de Cinema
O espaço que manteve uma actividade teatral regular viu a sua adaptação a sala de Cinema em 1915, devendo-se tal facto aos resultados financeiros negativos entretanto verificados com a actividade até aí levada a efeito, tendo pegado na ideia os donos do então Cinema Olympia, respectivamente Leopoldo O´Donell e Júlio Petra Viana, a que se juntou Carlos Sodré (Companhia dos Tabacos). Contudo, os resultados não foram famosos pelo que entrou em cena, no ano seguinte, a famíliaCastelo Lopes, tendo nessa data adquirido a designação de Cinema Condes (4 de Fevereiro 1916), a qual se manteve até o espaço passar a designar-se por “Hard Rock Café Lisboa”.
Foi durante muitos anos o local de estreia de grandes filmes, estrangeiros e nacionais, destacando-se “O Suicida da Boca do Inferno” (9 de Maio de 1923) deErnesto Albuquerque, o “Sol e Toiros”, do espanhol José Buchs, projectado pela primeira vez a 29 de Julho de 1949, sendo o consagrado toureiro Manuel de Oliveira o protagonista, com pequenas participações de Amália Rodrigues e Fernanda Baptista, respectivamente com um fado cada.
Ainda, como recordação de uma sala heróica, relembremos a estreia, a 8 de Outubro de 1926, da comédia “O Bicho da Serra de Sintra”, realizado por Artur Costa de Macedo e João de Sousa Fonseca, o qual se baseava em estórias sacadas dos jornais, do tipo sensacionalista envoltas em mistérios.
O Condes foi a sala escolhida para a 16 de Maio de 1947 estrear um dos filmes portugueses de maior sucesso de todos os tempos, com mais do que 200 milespectadores, ou seja, “Capas Negras”, de Armando de Miranda, o qual esteve em exibição 22 semanas a que se seguiu o tradicional périplo nacional continental, ilhas e ultramar.
Como figuras de cartaz a grande estreia de Amália Rodrigues, o carismático cantor Alberto Ribeiro e ainda Artur Agostinho e Vasco Morgado (pai).
Condes.....Casa Nova
Entretanto, no início da década de 50 o edifício original foi demolido, tendo sido construído no mesmo local a actual estrutura (1951), correspondendo, então, a uma maior exigência a que os novos filmes obrigava, como aconteceu numa primeira fase com o chamado Cinema Panorâmico (sistema Cinemascope) a que se seguiu o inevitável Cinema Estereofónico, dando-se ao espectador melhores condições de conforto como aconteceu com a instalação de cadeiras mais adequadas ao acto de visionamento, ou seja, de poltronas.
Dava-se, ali, a magia do ecrã, tantas vezes referidas por António-Pedro Vasconcelosnas suas crónicas de Cinema, a qual consistia numa sucessão de acções a anteceder a projecção, ou seja, o ding-dong do costume a chamar à sala os espectadores, o apagar suave das luzes da sala a convidar ao silêncio a que se seguia o abrir das cortinas que ocultavam o ecrã branco, e, finalmente, a projecção das mágicas imagens em movimento para deslumbramento de todos aqueles que se disponibilizavam para assistir a um espectáculo cheio de arte e emoções.
Acontece que, contrariamente à grande maioria das salas de Cinema do País, as cortinas do Cinema Condes não abriam de par-em-par, na horizontal, partindo do centro, mas sim na vertical, de baixo para cima, cujos folhos dourados davam aquele toque de requinte numa época, 1952, em que a ida ao Cinema era, também, um importante acto social, ou seja, uma ocasião importante para se mostrar o vestido ou o fato da moda entretanto lançado no estrangeiro pelos costureiros famosos.
Nesta nova configuração do espaço mantiveram-se apenas três níveis dos anteriormente existentes como, Plateia 1º e 2º Balcão, tendo diminuído, por tal razão, o número de lugares, tendo a oferta passado para 892, mantendo-se esta configuração da sala até ao início dos anos 90, época em que a concorrência dos Centros Comerciais se fez sentir, tentando-se o melhoramento do espaço através da instalação de ar condicionado, novos locais onde se montaram bares, sim, porque naquela época havia sempre dois intervalos sendo comum a ida ao bar, mais que não fosse para se passear a indumentária.
Tendo como objectivo final uma maior captação do público que já tinha sido visita frequente do Cinema Condes, procedeu-se, também, à restauração do exterior do edifício, tendo a mesma contribuído para o regresso de algum do tão desejado público que na época dourada do Cinema visto em Portugal, teve no Condes uma das maiores salas de visita, relembrando de memória as fitas da nossa juventude como “Fantomas”, com Jean Marais e Louis de Funès, assim como a longa e divertida série “Le Gendarme” também com o comediante francês Louis de Funès, sem esquecer o marcante “Doze Indomáveis Patifes”, entre outros.
Apesar do esforço empregue na recuperação de um espaço a que os lisboetas se habituaram a frequentar desde muito jovens, acabou por se despedir definitivamente em 1997 enquanto sala de Cinema.
Agora, convertido, desde 2003, no “Hard Rock Café Lisboa”, foi salvo da demolição eminente graças à classificação que recebeu como Imóvel de Interesse Público, pois várias foram as situações que o condenaram, definitivamente, ao desaparecimento.
Fontes:
Bibliográficas: Livro de Manuel Félix Ribeiro “Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa 1896-1939” (Edição Cinemateca Nacional-1978); Blogue “Restos de Colecção”, blogue “Cinemas do Paraíso”, blogue Espreitador, “Os Cinemas Em Portugal” de Raul Rodrigues Lima e Fundação Camões.
Fotográficas: Arquivo Fotográfica Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico da Fundação Calouste Gulbenkian e Colorize Media Learning.
ocasião importante para se mostrar o vestido ou o fato da moda entretanto lançado no estrangeiro pelos costureiros famosos.
Nesta nova configuração do espaço mantiveram-se apenas três níveis dos anteriormente existentes como, Plateia 1º e 2º Balcão, tendo diminuído, por tal razão, o número de lugares, tendo a oferta passado para 892, mantendo-se esta configuração da sala até ao início dos anos 90, época em que a concorrência dos Centros Comerciais se fez sentir, tentando-se o melhoramento do espaço através da instalação de ar condicionado, novos locais onde se montaram bares, sim, porque naquela época havia sempre dois intervalos sendo comum a ida ao bar, mais que não fosse para se passear a indumentária.
Tendo como objectivo final uma maior captação do público que já tinha sido visita frequente do Cinema Condes, procedeu-se, também, à restauração do exterior do edifício, tendo a mesma contribuído para o regresso de algum do tão desejado público que na época dourada do Cinema visto em Portugal, teve no Condes uma das maiores salas de visita, relembrando de memória as fitas da nossa juventude como “Fantomas”, com Jean Marais e Louis de Funès, assim como a longa e divertida série “Le Gendarme” também com o comediante francês Louis de Funès, sem esquecer o marcante “Doze Indomáveis Patifes”, entre outros.
Apesar do esforço empregue na recuperação de um espaço a que os lisboetas se habituaram a frequentar desde muito jovens, acabou por se despedir definitivamente em 1997 enquanto sala de Cinema.
Agora, convertido, desde 2003, no “Hard Rock Café Lisboa”, foi salvo da demolição eminente graças à classificação que recebeu como Imóvel de Interesse Público, pois várias foram as situações que o condenaram, definitivamente, ao desaparecimento.
Fontes:
Bibliográficas: Livro de Manuel Félix Ribeiro “Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa 1896-1939” (Edição Cinemateca Nacional-1978); Blogue “Restos de Colecção”, blogue “Cinemas do Paraíso”, blogue Espreitador, “Os Cinemas Em Portugal” de Raul Rodrigues Lima e Fundação Camões.
Fotográficas: Arquivo Fotográfica Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico da Fundação Calouste Gulbenkian e Colorize Media Learning.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Bandeira Nacional
Descrição: Bandeira Nacional exposta na varanda da casa de Inocêncio Camacho, por altura das festas das constituintes
Data: 1911
Código de referência: PT/AMLSB/JBN/000437
O ano em curso marca a realização de mais um campeonato europeu de futebol, o EURO 2016, desta vez acolhido pela França. Acontece em cada 4 anos e realizou-se pela primeira vez em 1960 com designação de Taça das Nações Europeias. Em 1980 passou a denominar-se EURO.
Esta competição, onde participam vários países da europa, exalta naturalmente o sentimento de identidade nacional, sendo a bandeira de cada nação o primeiro elemento que reconhece e extrapola as respetivas paixões.
Embora a imagem em destaque, da autoria de Joshua Benoliel (1873-1932), não remeta para este assunto, o Arquivo Municipal de Lisboa, quis traze-la a público pela sua importância histórica, uma vez que se relaciona com a criação da bandeira portuguesa, tão afetuosamente exibida a propósito deste acontecimento.
A bandeira nacional da República Portuguesa foi inaugurada em 1 de dezembro de 1910, na Festa da Bandeira.
Após a implantação da Republica, em 5 de Outubro de 1910, importava ao Governo Provisório da Republica definir e resolver sobre a representação moral da nacionalidade, por isso, através do decreto de 15 de outubro nomeou a comissão constituída por Abel Acácio de Almeida Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro, António Ladislau Parreira, José Afonso Palla e João Chagas para projetarem a bandeira e o hino nacional.
Apesar da sua inauguração em 1910, o modelo da bandeira nacional só ficou, definitivamente, estabelecido, por decreto, da Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de junho de 1911, o qual determinava que A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, terá o escudo das Armas Nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.
A escolha das cores da bandeira foi inspirada na bandeira do Partido Republicano Português, sendo que o verde remete para a orientação das nações através da ciência e, popularmente, para a esperança. O vermelho simboliza revolução, a luta pelos direitos de igualdade, fraternidade e liberdade e, também popularmente, o sacrifício e a força dos portugueses ao longo da sua história. A esfera armilar simboliza os descobrimentos portugueses, os cinco escudos azuis, destacados num espaço branco, simbolizam as Cinco Chagas de Cristo e, popularmente a batalha de Ourique e os sete castelos que os circundam são considerados a tomada das sete fortalezas mouras pelos portugueses, durante a conquista do Algarve, no reinado de D. Afonso III.
No entanto, os republicanos não foram consensuais na escolha do modelo da bandeira. Por isso, Guerra Junqueiro apresentou também um modelo que adotava as cores azul e branca, da antiga bandeira, conservando também o escudo antigo e sobre este uma esfera armilar circundada por cinco estrelas verdes, encarnadas e ouro, simbolizando a revolução que implantara o novo regime.
Houve ainda quem propusesse, como Henriques Lopes de Mendonça, a realização de um plebiscito sobre as cores da bandeira. Acerca desta questão, foram publicadas na imprensa da época discussões apaixonadas, que defendiam as cores azul e branco. Porém, foram as cores verde e vermelho, que triunfaram.
Encontre mais documentos fazendo pesquisa em sala de leitura na base de dados do Arquivo utilizando as palavras-chave
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